No passado mês de março deste ano, emiti um apelo para dar vida à antologia “Filhos de Um Deus Menor”, um dos trabalhos inacabados do meu saudoso amigo e editor Isidro Sousa. Acudiram quinze autores.
Não posso dizer que não tenha ficado um pouco surpreendido com tão pequena adesão ao projeto. O Isidro tinha tantos autores que o acompanhavam e, pelo menos nesta antologia, estavam registados mais de vinte. Contactei os nomeados um a um através do Facebook, (como não tenho acesso aos documentos da Sui Generis não possuo os e-mail) e a grande maioria nem respondeu. É possível que não saibam usar a ferramenta nas devidas condições, ou que tenham perdido o acesso, ou mesmo a vontade de usar a mesma, mas o certo é que, dos quinze autores aqui reunidos, nem todos faziam parte da listagem original.
Como alguém disse um dia, “poucos, mas bons” e aqui estão reunidos trabalhos de quinze autores que quiseram contar histórias de filhos de deuses menores. Ao longo de mais de duzentas páginas, vamos conhecer vários tipos de discriminação, algumas baseada em factos reais.
Porque a sociedade é cruel para os que são diferentes, ou para aqueles em quem não vê utilidade, este é um livro sobre as diversas formas de discriminação. Histórias com ciganos, africanos, refugiados do médio oriente ou simples despojados da sorte, estão presentes nesta antologia de contos, que pretende homenagear o Isidro Sousa, também ele com uma vida difícil e que batalhou até as forças se acabarem.
A edição de dezembro de 2020 da revista Divulga Escritor resolveu homenagear o escritor e editor Isidro Sousa desaparecido nos últimos meses deste terrível ano de 2020. Para o fazer, utilizou o meu trabalho com o mesmo tema, o que me deixou muito orgulhoso.
Logo nas primeiras páginas, o meu trabalho na singela homenagem a este meu amigo, é colocado em destaque junto com a fotografia que tiramos no dia em que nos conhecemos em 2016. Ali estamos eu, ele e a minha esposa, na sessão de lançamento da obra icónica que foi "A Bíblia dos Pecadores".
A editora da revista "Divulga Escritor", Shirley Cavalcante, não quis deixar passar em branco este triste acontecimento e juntar-se a mim e centenas de outros amigos a lamentar a perda desta tão jovem figura das letras.
Com este desaparecimento, cria-se mais um vazio no panorama dos escritores iniciantes, que participaram nas muitas dezenas de antologias patrocinadas pela editora Sui Generis.
É assim que começa este vídeo, publicado no final desta página, que organizei com imagens de domínio público obtidas no Facebook do Isidro Sousa e da sua Editora Sui Generis. Quando li esta frase, obtida na sua própria cronologia, achei que caía como uma luva na personalidade dele.
Conheci o Isidro há relativamente pouco tempo, em 2015, quando estava ainda a dar os meus primeiros (e tardios) passos na publicação, mas desde logo criou-se entre nós uma grande empatia.
Acompanhou e incentivou os meus planos e inclusivamente escreveu o prefácio para o meu segundo livro "Lágrimas no Rio", que tantas vezes elogiou.
Algures no passado, antes de o ter conhecido, ter-se-á perdido no seu caminho no mundo da escrita, ou tomou um atalho "menos bom" durante demasiado tempo e aquilo que ele poderia ter sido, transformou-se num planar lento, em direção à inevitável queda.
Em 2015, estava numa fase de luta para se reerguer e tomar o seu lugar no palco das letras, ajudando e ajudado pelos escritores "desconhecidos" (ou simples amantes das letras que desejavam ardorosamente publicar). Depois de uma passagem curta, mas intempestiva, pelas editoras "Silkskin" e "Papel D'Arroz", geridas pela também já desaparecida Teresa Queiroz, com quem se incompatibilizou, partiu para o caminho da concretização de um sonho antigo; a criação da sua própria editora. Estavam criadas as raízes para a "Sui Generis".
Nos anos seguintes, numa atividade febril, lançou e publicou diversas antologias de autores portugueses e brasileiros, num mercado de autores ávidos por publicar e que já era largamente explorado pelas já atrás referidas editoras. A sua diferença seria um maior cuidado na escolha dos trabalhos, em termos qualitativos, maior qualidade na organização e paginação e capas mais artísticas e imaginativas. Os candidatos a escritores participavam nas antologias em troca da aquisição de um ou dois livros da produção (na maior parte das vezes eram adquiridos mais, força do prazer em oferecer a amigos e família).
Durante algum tempo, tudo pareceu estar a entrar nos eixos. Os projetos sucediam-se com elevado número de participantes e apresentações ao vivo, bastante concorridas e com um "glamour" que só ele sabia atribuir. Na trajetória ascendente, lança a revista "SG Mag", atrás de outras de algum sucesso, como a "Divulga Escritor" e a "Conexão Literatura", onde chegou a participar sob a forma de entrevistas e artigos. Foram várias as edições, profusa e elegantemente ilustradas, dando a conhecer os autores do "Mundo Sui Generis" e divulgando as suas atividades, até aquelas que não lhe proporcionavam qualquer lucro. A própria revista não cobrava nada pelas participações, ao contrário das congéneres em que se baseara.
De repente, porém, a sua Némesis destrutiva regressou e o negócio que aparentemente poderia pagar-se a si próprio, começou a decair; grandes demoras na entrada em produção das antologias dadas como terminadas e atrasos sucessivos na entrega dos volumes já pagos pelos participantes. Poderemos aventar que os problemas eram causados pela sua incessante busca da perfeição, com revisões e paginações demasiado demoradas ou que a crise financeira que o mundo vivia fez com que o número de participantes descesse. O que é certo, é que grande parte dos autores começaram a desistir, tirando um "núcleo duro" de amigos (alguns dos quais publicaram obras individuais com a Sui Generis) e outros novos que chegavam a esta oportunidade de publicação. Os lucros com a obra feita esfumaram-se, mal geridos ou não e nos últimos tempos, as suas antologias tão participadas e pagas, eram agora propostas ao público como participações sem obrigatoriedade de aquisição. Até a sua amada "SG Mag" tinha de apelar á colaboração, começando a apresentar a modalidade de participação paga.
Aquilo que sempre admirei nele, era o seu honesto esforço em liquidar os compromissos assumidos, entregando antologias já pagas há muito tempo e não aceitando mais retribuição por isso, apesar da muita falta que lhe fazia. Passaram-se assim os últimos tempos, após uma mudança brusca de Lisboa para o Porto, em busca de serenidade e espaço para poder continuar a trabalhar, porém, estas duas comodidades não lhe traziam outra de que era tão necessitado: o dinheiro. Nas últimas vezes que estive com ele, ou "falei" pelo Messenger do Facebook, era notório o cansaço e o esforço que estava ser feito e a sensação do trabalho inglório, na tentativa de repor a sua imagem. O terrível momento que vivemos, atemorizados por um inimigo invisível que ataca e mata sem se perceber muito bem de onde aparece, afetando com violência os mais frágeis, obrigando à separação física entre as pessoas e o fim das reuniões que lhe iam dando algum alento, deve ter sido para além do suportável. A notícia do seu desaparecimento, embora atordoante, não foi uma completa surpresa.
A enorme quantidade de expressões de dor e tristeza pelo acontecimento são às centenas onde se recorda o ser humano excecional que era, que cultivava amizades com grande facilidade e que nos cativava facilmente com os lampejos de genialidade e da energia criativa que o moviam.
Ele era assim, criava facilmente pontes com as pessoas e era muito fácil de começar imediatamente a considera-lo um amigo. Talvez por isso me acudisse imediatamente à ideia a música "Bridge Over Trouble Waters" de Simon & Garfunkel, porque era exatamente o que ele era; uma ponte sobre águas revoltas. Gostasse-se dele ou não, por preconceito, incompatibilidade de carácter, ou simples antipatia, ele foi, no espaço de tempo de um cometa a rasgar o céu, uma luz brilhante no firmamento dos escritores iniciantes.
Passado o choque e digerida a dor da perda de um bom amigo, senti que não podia deixar de escrever umas palavras por ele e fazer esta singela homenagem que espero perdure e ajudem a manter a memória do Isidro Sui Generis.
Biografia publicada na revista Divulga Escritor em 2015
Isidro Sousa nasceu em 1973, numa aldeia remota das Terras do Demo, e vive em Lisboa. Editou a revista Korpus (1996-2008), dirigiu o jornal Púbico (2008-2012) e produz anualmente o guia turístico Lisbon Gay Guide. Entre 2014-2015, participou em dezenas de obras colectivas (Portugal e Brasil) e foi distinguido com o 2º Prémio no 5º Concurso Literário da Papel D’Arroz. Organizou: «1ª Antologia de Literatura Homoerótica Portuguesa» (com o patrocínio da Câmara Municipal de Lisboa), «A Bíblia dos Pecadores» (lançamento em Fevereiro), «Boas Festas» (Silkskin Editora) e «O Beijo do Vampiro». Dirige a Colecção Sui Generis e tem a decorrer duas novas antologias: «Vendaval de Emoções» e «Ninguém Leva a Mal». Editará brevemente «De Lírios», compilação de textos publicados em várias colectâneas, «O Pranto do Cisne» (contos homoeróticos) e «Juno e Java», o seu primeiro romance.
Na capa, mais uma excelente escolha do meu amigo Isidro Sousa, a bela poetisa baiana Rita Queiroz, que acrescenta à beleza, o dom da escrita e o amor pelo ensino.
Para além da entrevista à figura da capa, é dado destaque a uma das últimas antologias da editora Sui Generis, "Bendita Manjedoura" onde tive a honra de participar com o conto "O Natal de Miriam".
Esse mesmo conto é exibido na íntegra nas páginas da revista.
Para além disso, o Isidro deu algum destaque a algumas das minhas participações em antologias passadas e fez publicidade ao último livro que publiquei: "Daqueles Além Marão" (eu sei, já vão sendo horas de lançar outro).
Vale a pena ler esta revista que a editora Sui Generis disponibiliza de forma completamente gratuita. É uma forma interessante de conhecer quem são os novos autores lusófonos e o que se escreve fora dos circuitos "consagrados", vulgarmente reféns de compromissos comerciais, que se sobrepõem à própria literatura.
De: SUI GENERIS Date: sexta, 13/12/2019 à(s) 11:49 Subject: ETE 014 - Manuel Amaro Mendonça - 1 Texto To: Manuel Amaro Mendonça
Bom dia, Manuel Amaro Mendonça.
Obrigado pela submissão do seu texto com o
título
LUÍS E ISABEL
à antologia «ETERNAMENTE ENAMORADOS».
Recebemos o seu ficheiro em boas condições.
O envio de qualquer texto para este
projecto literário pressupõe conhecimento e aceitação de todos os pontos do Regulamento,
que se encontra disponível neste endereço:
Se ainda tiver alguma
dúvida, faça o favor de esclarecê-la. Estamos disponíveis para responder a qualquer questão.
Todos os textos recepcionados neste email
serão submetidos ao processo de selecção para a antologia «ETERNAMENTE ENAMORADOS» e o resultado da selecção será divulgado (de
acordo com o Ponto 5 do Regulamento) no prazo de duas semanas após a data
limite para recepção dos trabalhos. Recordamos que este projecto colectivo é uma
Antologia Sui Generis, organizada e coordenada por Isidro Sousa, responsável
pela Colecção Sui Generis, e o livro será editado com a chancela Euedito.
Daremos notícias durante todo o processo de
selecção.
Estaremos em permanente contacto com todos
os autores participantes. Poderá acompanhar-nos através das redes sociais,
das nossas páginas no Facebook, do blogue Edições Sui Generis e dos grupos «LETRAS
SUI GENERIS» e «ISIDRO SOUSA E AUTORES».
O envio de qualquer texto para este
projecto literário pressupõe conhecimento e aceitação de todos os pontos do Regulamento,
que se encontra disponível neste endereço:
Se ainda tiver alguma dúvida, faça o favor
de esclarecê-la. Estamos disponíveis para responder a qualquer questão.
Todos os textos recepcionados neste email
serão submetidos ao processo de selecção para a antologia «BENDITA MANJEDOURA!» e o resultado da selecção será divulgado (de
acordo com o Ponto 5 do Regulamento) no prazo de duas semanas após a data
limite para recepção dos trabalhos. Recordamos que este projecto colectivo é uma
Antologia Sui Generis, organizada e coordenada por Isidro Sousa, responsável
pela Colecção Sui Generis, e o livro será editado com a chancela Euedito.
Daremos notícias durante todo o processo de
selecção.
Estaremos em permanente contacto com todos
os autores participantes. Poderá acompanhar-nos através das redes sociais,
das nossas páginas no Facebook, do blogue Edições Sui Generis e dos grupos «BENDITA
MANJEDOURA!», «LETRAS SUI GENERIS» e «ISIDRO SOUSA E AUTORES».
que
submeteu ao processo de selecção para integrar a antologia «SOL DE INVERNO» foiram seleccionados.
Agradecemos
a sua participação nesta (nova) obra colectiva da Colecção Sui Generis, cuja
relação de autores seleccionados – cerca de sessenta – será divulgada, a
qualquer momento, nas nossas páginas e grupos da rede social Facebook e nos
nossos blogues.
Esta
informação não é definitiva, por enquanto. É a selecção inicial, estando ainda
sujeita a confirmação.
A
selecção final (definitiva) de autores que integram este projecto literário
será divulgada em momento oportuno, após ter-se dado cumprimento aos Pontos 7 e
8 do Regulamento subscrito, que se encontra publicado neste endereço:
Continuaremos
a dar notícias sobre «Sol de Inverno» durante todo o processo de selecção,
produção e edição da obra. Tornaremos a comunicar brevemente, com informações
(mais) concretas sobre o andamento desta Antologia.
Outras
informações sobre os diversos projectos Sui Generis podem ser acompanhadas
através das nossas páginas e grupos do Facebook e do blogue Edições Sui
Generis.
E ele aqui está. O número quatro da SG Magazine. O belo rosto da jovem e talentosa autora Sandra Boveto, alvo de uma extensa entrevista logo nas primeiras páginas, é um excelente convite a abrir e ler mais este número.
Ao longo das 256 páginas que o compõem, o editor Isidro Sousa, aborda os eventos da "família Sui Generis", como vários lançamentos de livros e reportagens de algumas das apresentações. A sua qualidade de trabalho não pára de me surpreender e o seu trabalho é notado, pois também ele já foi capa da revista "Divulga Escritor" da minha amiga Shirley Cavalcante.
Existe espaço também para as "short stories", os contos, que parecem estar na moda. Imensos contos de vários autores desta "família" e também imensos textos poéticos.
Mesmo num mundo onde cada vez mais se lê menos, não conseguimos deixar de debitar os nossos sentimentos e contar as nossas histórias para o papel.
Leia!Estes autores não se prendem com o lucro e a sofreguidão de vender livros, o prazer deles é o de escrever para que os leitores leiam. O seu prazer é saber que leram aquilo que foi escrito, se gostam, já é outra questão.
O Isidro não se esqueceu de mim e, para meu grande orgulho e satisfação, junto com tantos autores talentosos, publicou o meu conto, "Natal em Família". É aqui que se distingue o trabalho de um profissional de um simples copista que se limita a "copiar e colar" os textos para um livro ou uma revista; toda a história está ilustrada com imagens perfeitamente enquadradas.
No fim, ainda recordou alguns dos meus trabalhos em antologias, bem como os livros exclusivos já publicados.
Não se pode deixar passar o excelente artigo da autora Sara Timóteo, sobre o fantástico Stephen King, apesar de extenso, vale a pena ler e saber um pouco mais sobre ele.
Foi um prazer imenso ver que o mundo da lusofonia está ativo e saudável e esta família Sui Generis não desiste e está presente.
E porque a vida não pára, continuo a escrever e a participar em antologias. Aqui está mais um conto seleccionado.
De: SUI GENERIS
Data: 9 de outubro de 2017 às 05:51
Assunto: FIL 010 - O céu dos pássaros (Manuel Amaro Mendonça) - Seleccionado
Para: Manuel Amaro Mendonça
Bom dia, Manuel Amaro Mendonça
Comunicamos que o seu texto com
o título
O CÉU DOS PÁSSAROS
foi seleccionado para integrar
a antologia «FILHOS DE UM DEUS MENOR», cujo prazo para submissão de textos fora
prorrogado até ao passado dia 5 de Outubro. Mais uma vez, agradecemos a sua
participação nesta obra colectiva.
Tornaremos a comunicar num
prazo máximo de trinta dias para divulgar – como prevê o Ponto 5 do Regulamento
– o resultado global da selecção, isto é, a relação completa com os nomes de
todos os autores seleccionados e outras informações que considerarmos
relevantes sobre o andamento desta antologia. Logo após, essa informação ficará
disponível nos nossos blogues e noutras páginas da internet associadas à Sui
Generis.
(...)
Para finalizar, recordamos que «FILHOS
DE UM DEUS MENOR» é uma Antologia Sui Generis, organizada e coordenada por
Isidro Sousa, responsável pela Colecção Sui Generis – e a obra final será
publicada com a chancela Euedito. Continuaremos a dar notícias durante todo o
processo de produção e edição da obra.
Foi
lançado, há pouco tempo, o número 3 da revista SG Mag da editora
Sui Generis, com a qual colaboro há algum tempo, nomeadamente nas
antologias “A Biblia dos Pecadores”, “Saloios e Caipiras”,
“Sexta feira 13”, só para mencionar algumas. A minha amizade com
o editor Isidro Sousa, manifestou-se quase desde o primeiro dia e
fomos acompanhando os sucessos um do outro durante todo o tempo.
Esta
revista, é um ponto de honra da capacidade produtiva e qualitativa
do Isidro e uma prova do seu amor pelas letras e prazer no sucesso
dos seus amigos, que também são seus companheiros de escrita.
Nestas páginas, são dados a conhecer aqueles que amam as letras,
acima da profissão que lhes dá o meio de subsistência. É dado a
conhecer o seu trabalho e apresentado o lado pessoal através das
entrevistas.
Este
número foi para mim uma completa surpresa; já sabia que ia ser
publicada a entrevista que me foi feita há algum tempo atrás e
incluído um dos meus contos, não sabia, era que a recente
apresentação do meu último livro “Daqueles Além Marão”,
seria mencionada e teria tal destaque
O
Isidro foi convidado para esta apresentação, como tem sido para
todas as outras, embora nunca tivesse sido possível conciliar
agendas ou reduzir as distâncias, até ao passado dia 3 de Junho,
onde tive a enorme alegria da sua presença. Devo confessar que esta
não foi a melhor em termos de organização, pois um conjunto de
pequenos contratempos provocaram um atraso no início do evento, no
entanto tudo entrou nos eixos e ele teve a oportunidade de ver, com
os seus próprios olhos, porque me orgulho destas nossas
apresentações.
Retornando
a esta revista, é sempre uma alegria, ver o sucesso dos amigos, ou
colegas, com quem partilho este maravilhoso mundo, mas é um prazer
ainda maior, ver surgirem “caras” novas, numa época em que os
leitores são cada vez menos… a minha secreta esperança é que
isto seja o sintoma de que a maré está a mudar e que (os meus
netos?) serão leitores ávidos dos frutos da imaginação dos meus
irmãos das letras.
Isto
leva-nos a outra das características do Isidro Sousa, a sua
capacidade organizadora e dinamizadora, que atrai aqueles que
procuram um “lugar ao sol” ou simplesmente alguém que lhe diga
“Há aqui alguns pontos a melhorar, mas no geral está bom e deves
continuar.” Se por um lado, o instinto nos faz sentir especiais
pela nossa capacidade criativa, por outro, a insegurança cerceia-nos
o ego com a lima do acanhamento e impede-nos de dar o primeiro passo.
O Isidro tem ajudado muita gente a fazê-lo. Não é o único, nem o
mais eficiente, mas é capaz e, apesar de ter sofrido um conjunto de
contratempos que o prejudicaram de sobremaneira, está a recuperar o
tempo perdido e a cumprir promessas antigas, com recurso a enormes
sacrifícios pessoais.
Senhores
autores, desiludidos com os sucessivos atrasos nas ansiosamente
aguardadas antologias, não desesperem, acredito que esta revista número 3
diz-nos que o Isidro Sousa está de volta. Podem ler a revista aqui